Lançamento · 1968-07 · São Paulo [-23.55, -46.63]
Tropicália ou Panis et Circencis
Lançado em 1968, este disco coletivo é o manifesto da Tropicália em forma de álbum, reunindo Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Os Mutantes, Tom Zé, Nara Leão e o arranjador Rogério Duprat num só gesto. O título em latim opõe o pão e o circo ao espetáculo da modernidade brasileira, e seus arranjos em colagem anunciam o método antropofágico do movimento. Funciona como o documento de fundação que o movimento, solto e disperso, de outro modo não teria.
Evidências2
musicbrainz.org/release-group/f8630f31-cff7-3a7d-a67a-053bf5b869dd
acesso 2026-06-04
www.wikidata.org/wiki/Q3281921
acesso 2026-06-04
Conexões6
alvo da reação de → Nara Leão
Nara Leão, musa da bossa nova, cruzou a fronteira ao emprestar a voz ao disco-manifesto da Tropicália em 1968, gesto lido como aval e provocação por seu antigo meio. Sua presença permitiu ao novo movimento reivindicar continuidade com a geração da bossa ao mesmo tempo em que rompia com seu decoro. Ela é a dobradiça viva entre os dois movimentos.
colabora com → Rogério Duprat
Rogério Duprat, formado na vanguarda europeia, assinou os arranjos do disco-manifesto de 1968 que reuniu os tropicalistas num só gesto. Sua colagem orquestral é o tecido que liga Caetano, Gil, Gal, Os Mutantes e Tom Zé num único disco. O arranjador transformou um movimento disperso num som coerente.
colabora com → Os Mutantes
Os Mutantes levaram suas distorções e efeitos de fita caseiros ao disco coletivo de 1968, fornecendo o motor de rock psicodélico sob as canções tropicalistas. A irreverência do trio paulistano deu ao disco-manifesto sua carga elétrica e jovem. Sua presença ancorou a identidade de banda de rock do movimento.
colabora com → Gal Costa
colabora com → Tom Zé
colabora com → Torquato Neto