Lançamento · 1968-07 · São Paulo [-23.55, -46.63]

Tropicália ou Panis et Circencis

Lançado em 1968, este disco coletivo é o manifesto da Tropicália em forma de álbum, reunindo Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Os Mutantes, Tom Zé, Nara Leão e o arranjador Rogério Duprat num só gesto. O título em latim opõe o pão e o circo ao espetáculo da modernidade brasileira, e seus arranjos em colagem anunciam o método antropofágico do movimento. Funciona como o documento de fundação que o movimento, solto e disperso, de outro modo não teria.

Evidências2

Conexões6

  • alvo da reação de Nara Leão

    Nara Leão, musa da bossa nova, cruzou a fronteira ao emprestar a voz ao disco-manifesto da Tropicália em 1968, gesto lido como aval e provocação por seu antigo meio. Sua presença permitiu ao novo movimento reivindicar continuidade com a geração da bossa ao mesmo tempo em que rompia com seu decoro. Ela é a dobradiça viva entre os dois movimentos.

  • colabora com Rogério Duprat

    Rogério Duprat, formado na vanguarda europeia, assinou os arranjos do disco-manifesto de 1968 que reuniu os tropicalistas num só gesto. Sua colagem orquestral é o tecido que liga Caetano, Gil, Gal, Os Mutantes e Tom Zé num único disco. O arranjador transformou um movimento disperso num som coerente.

  • colabora com Os Mutantes

    Os Mutantes levaram suas distorções e efeitos de fita caseiros ao disco coletivo de 1968, fornecendo o motor de rock psicodélico sob as canções tropicalistas. A irreverência do trio paulistano deu ao disco-manifesto sua carga elétrica e jovem. Sua presença ancorou a identidade de banda de rock do movimento.

  • colabora com Gal Costa

  • colabora com Tom Zé

  • colabora com Torquato Neto