Pessoa · 1942 · Salvador [-12.98, -38.49]

Caetano Veloso

Nascido em Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano, Caetano Veloso mudou-se para Salvador ainda estudante e tornou-se o principal pensador da Tropicália, movimento que cruzou a canção brasileira com a guitarra elétrica, a poesia concreta e a antropofagia de devorar a cultura estrangeira. Entre 1967 e 1968 dinamitou o consenso dos festivais e, em dezembro de 1968, suas provocações o levaram à prisão e ao exílio londrino. Voltou em 1972 com um som definitivamente transformado pela travessia.

Evidências2

Conexões5

  • influenciado por João Gilberto

    João Gilberto, o baiano que inventou a batida da bossa nova, foi o primeiro ídolo de Caetano Veloso e sua medida de perfeição para a vida inteira. Caetano sempre apresentou seu projeto como continuação e como discussão com a revolução contida de Gilberto, o que faz deste o fio cruzado decisivo do atlas. A Tropicália começa onde o violão de um baiano parou e a inquietação de outro baiano recomeçou.

  • influenciado por Antônio Carlos (Tom) Jobim

  • colabora com Gilberto Gil

    Caetano Veloso e Gilberto Gil se conheceram estudantes em Salvador e se tornaram os autores gêmeos da Tropicália, coidealizando o disco-manifesto de 1968 que nomeou e enquadrou o movimento. A parceria de uma vida foi do círculo baiano à prisão, ao exílio e ao retorno. São o centro bicéfalo do movimento.

  • migra para Partida para o exílio em Londres

    Empurrado para fora do Brasil após a prisão de 1968, Caetano Veloso partiu para o exílio em Londres em 1969, onde viveu cerca de três anos, afastado de seu público e de sua língua. O deslocamento remodelou sua música rumo à introspecção e à canção em inglês. Seus anos londrinos são uma migração imposta pela ditadura.

  • migra para Retorno ao Brasil

    Em 1972 Caetano Veloso voltou de Londres para o Brasil, trazendo o rock e as ideias de estúdio absorvidos no exílio. O retorno reabriu um canal criativo que a ditadura tentara cortar e semeou a música da década seguinte. O regresso é a migração que encerra o capítulo do exílio na Tropicália.