Pessoa · 1938–1997 · Lagos [6.46, 3.39]

Fela Kuti

Nascido em Abeokuta em 1938 e formado em Londres, Fela Kuti voltou a Lagos para inventar o afrobeat — uma fusão do idioma musical iorubá, do highlife e do funk e do jazz americanos que ele transformou numa arma contra os governos militares da Nigéria. Como líder de banda, saxofonista, tecladista e cantor, ergueu um mundo inteiro em torno da música: o compound da Kalakuta Republic, o clube The Shrine e a banda Africa 70. Seus embates com o Estado lhe custaram espancamentos, prisão e, por fim, a destruição de sua casa em 1977.

Evidências2

Conexões5

  • influenciado por Sandra Izsadore

    O Wikidata registra Sandra Izsadore como pessoa significativa na vida de Fela Kuti e chega a vincular a influência dela especificamente ao afrobeat. Em Los Angeles ela o apresentou ao pensamento do Black Power, e as letras radicalizadas que ele trouxe de volta a Lagos tornaram-se inseparáveis do gênero. Esta é a dobradiça ideológica em que o afrobeat passou de entretenimento a protesto.

  • colabora com Tony Allen

    Tony Allen e Fela Kuti foram o motor de duas pessoas do afrobeat: Fela o compositor e frontman, Allen o baterista e diretor musical que dava aos grooves seu pulso solto e polirrítmico. A parceria correu do fim dos anos 1960 por todo o catálogo da Africa 70. É a colaboração criativa central de toda a cena de Lagos.

  • colabora com Africa 70

    Fela Kuti liderava, compunha e era o frontman da Africa 70, a orquestra que reuniu por volta de 1970 para tocar seu afrobeat. Todos os discos do período são creditados a ele em conjunto com a banda. A relação entre o líder e seu conjunto é a estrutura organizadora da cena.

  • colabora com Ginger Baker

    Ginger Baker, o baterista de rock britânico que se instalou em Lagos e montou ali um estúdio, gravou e tocou com Fela e a Africa 70 e divide os créditos do disco Why Black Man Dey Suffer, de 1971. A colaboração ligou o afrobeat ao mundo do rock global justamente no momento em que o gênero se formava. Também juntou dois dos bateristas mais singulares da época, Baker e Tony Allen, no mesmo palco.

  • influenciado por Funmilayo Ransome-Kuti

    Funmilayo Ransome-Kuti, a sufragista pioneira e organizadora anticolonial nigeriana, era mãe de Fela Kuti e a fonte mais profunda da convicção política que movia o afrobeat. Seu ativismo precedia em muito a música dele e lhe deu uma linhagem familiar de resistência. Sua morte por ferimentos sofridos na invasão da Kalakuta de 1977 atou essa linhagem à tragédia central do gênero.